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sábado, 20 de dezembro de 2008

QUAL A SUA COR?

Qual é a sua cor?

Por Mirna Grzich

Os Azuis são organizados. Os Vermelhos, violentos. Amarelos têm criatividade. É o que mostra a teoria Dinâmica da Espiral, que mapeou oito estagios do nosso Desenvolvimento

Imagine como seria o mundo se as pessoas mudassem de cor, conforme fossem evoluindo, dependendo de sua maneira de pensar, agir e de seu sistema de valores. Um advogado conservador poderia ser azul, um empresário de sucesso, laranja. Todos teríamos momentos de roxo ou vermelho, ao torcer de forma vibrante por um time de futebol, e nos tornaríamos verdes ao fazer uma aula de ioga, e mais verdes ainda se nos envolvêssemos com causas relacionadas à ecologia. Pois existe uma teoria de desenvolvimento que mapeia a complexidade humana e usa cores para caracterizar os oito níveis de consciência que marcam nossa subsistência e existência. Essa teoria chama-se Dinâmica da Espiral e está sendo aplicada em empresas como Southwest Airlines e IBM, pois ajuda a fazer um diagnóstico da cultura da companhia e a mapear diferenças internas.A Dinâmica da Espiral tem um mentor, o professor Don Edward Beck, um ph.D. de 71 anos, fundador do International Institute of Values and Culture e presidente do The Spiral Dynamics Group. Baseado na constatação de que existem padrões na evolução da consciência humana, Beck identificou oito valores que se tornaram a base da teoria e lhes atribuiu cores. Os mesmos princípios se aplicam para uma pessoa ou para toda uma sociedade.O primeiro nível da espiral, segundo Beck, é o da subsistência e o segundo é o da existência em si, quando os problemas essenciais já estão resolvidos e nos lançamos num processo de colaborar com o mundo que nos cerca. Beck considera que, a partir disso, a espiral é infinita, e existem níveis de consciência que ainda estariam por vir, ligados ao futuro da humanidade. As pessoas sobem ou descem nessa espiral da consciência, dependendo das crises pessoais que enfrentam e das crises sociais que afetam sua comunidade ou seu país. Assim, no primeiro nível, da subsistência, podemos ser beges (instintivos, preocupados apenas com a sobrevivência), roxos (tribais), vermelhos (impulsivos, egocêntricos e violentos), azuis (conservadores e organizados), laranjas (materialistas, racionais e competitivos) ou verdes (comunitários, igualitários e ecológicos). Já quando passamos para o segundo nível, o existencial, a escala de cores varia entre o amarelo (interativos e criativos, individualizados, mas com visão do todo) e o turquesa (holísticos, preocupados com a mente e o espírito). Segundo Beck, apenas o dalailama pode ser considerado hoje um turquesa legítimo.No decorrer da vida, todas essas características vão sendo incorporadas, como nas matrioskas, as bonecas russas que guardam em si várias pequenas bonecas, uma dentro da outra. Podemos, assim, ser um verde que, subitamente, vira vermelho ao defender a segurança da família; ou um funcionário azul que, insatisfeito, resolve partir para carreira-solo, tornando-se laranja. Segundo a teoria, as melhores secretárias seriam as azuis, e os melhores managers, os laranjas. Publicitários amarelos seriam mais criativos.

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